É qualquer coisa que eu não sei explicar. É um sentido paralelo uma garrafa a gritar e um espião a inverter a marcha. É a apoteose é a mistura é a dialéctica. São os mitos as histórias e as criaturas. Invenções subtis, novidades e distopias. É uma expectativa e sobreposição ao ser e uma realidade desconexa. Sem precisar depender do sonho e da realização. Encontro a minha própria luz ao caminhar sem aprovação dos outros.
Sou vítima da inconsciência furtiva. Encontro toda a noção dentro do insano e não preponderante mas cativa e mexe.
Estás onde? És tu a lealdade que me promete um jardim secreto de emoções e decisões contraditórias? És tu que me descreve contratempos viscerais e cheios de cobiça? És tu o alicerce? És tu a demora a mentira ou a verdade? Com quantos compassos fazes esta música? De quanto tempo precisas? Que colcheia é esta? Encontro a minha própria luz ao caminhar sem precisar da aprovação dos outros. Então quem te julgas? És superior aos artefactos religiosos de ideologias insípidas que realizam toda a convergência ao sobrenatural e ao humanamente impossível? És? Se eu encontro a minha própria luz ao caminhar sem a aprovação dos outros. Que outra realidade proferes? O desenho da anatomia vigente, a imagem e a clarificação, fazes? Procuras? Ou inventas e desalinhas? Remexes e consciencializas? É qualquer coisa que eu não sei explicar. A minha ideia combina ternuras e palavras que parecem dar ao vazio quando o expoente máximo é o nirvana porque é o mais alto e porque me traduz em significado daquilo que já passou. Então flui energia, luz e âmago. Flui a verdade. Somos seres de luz vagueando por entre portadas da consciência e da noção. Somos o que somos porque sim e porque não. A verdade e a mentira. O principio e o fim. A estrutura o espírito a malícia a bondade o material e o cifrão.
Encontro a minha própria luz ao caminhar, eu, que faço, eu, que por vezes dou a minha consideração.