A monotonia afecta mais de 50% dos casais em Portugal. É neste contexto que eu vou abordar o tema “relação”, e o tema “amor”. A palavra amor sempre teve o mesmo significado, no entanto há vários tipos de amor, no que diz respeito a uma relação amorosa propriamente dita. Existem vários conceitos relacionados com vários tipos de relações amorosas e nos tempos modernos estes conceitos foram ganhando forma, aceites ou não pela sociedade em que nos inserimos, na medida em que o conceito de relacionamento transformou-se. Cada um assume a sua forma de estar numa relação nos dias de hoje , uma forma de assumir a sua própria felicidade que nos tempos mais tradicionais não acontecia.
Contra todos os padrões mais antigos, a satisfação e felicidade enquanto conceitos regulares na humanidade não têm um caminho único, nos dias de hoje. Antigamente as pessoas escondiam relacionamentos extraconjugais ou homossexuais o que não acontece hoje. Hoje, apesar de nem toda a gente aceitar, praticamente toda a gente assume e isso nem sempre é visto com maus olhos , pois é sinal de mudança de mentalidades. Quem assume? assume o próprio e assume e já aceitam os outros envolvidos. Uma vez que a monotonia deixa de ser um problema e a felicidade de cada um assume-se. Podemos mencionar alguns tipos de relações que neste séc. 21 proliferaram. Nomeadamente: poliamorosos – casais que mantêm compromissos sérios, mas relações não exclusivas. Acreditam que o amor , tal como a amizade, deve ser partilhado com várias pessoas. Follamigos – casais amigos que mantêm uma relação apenas sexual, e não necessáriamente exclusiva. Assexuados – casais que se amam, vivem juntos, mas não gostam de sexo. Flexissexuais – casal que aceita aventuras extraconjugais homossexuais. Lat ( living aparth together) – Casal que mantêm uma relação duradoura e exclusiva, mas que optam por ter cada um deles o seu próprio espaço. Outakus – nome de origem japonesa que caracteriza pessoas que dispensam relações reais para se dedicarem a relações virtuais.
No entender da psicóloga Mafalda Galvão Teles na revista Baton, actualmente, há uma maior dificuldade no estabelecimento de vínculos afectivos entre as pessoas e, sobretudo, na manutenção desses vínculos ao longo do tempo, ou seja, uma certa falta de capacidade de assumir um compromisso. Por isso confrontamo-nos com relacionamentos mais breves e voltados unicamente para satisfação das necessidades de cada um. Por outro lado, como assegura a clínica Gabriela Pereira na revista Baton, a sociedade evoluiu e há muita coisa que vai deixando de parecer mal, e até podemos dizer que um dos primeiros passos foi, por exemplo, a aceitação da homossexualidade. Estas novas denominações são muito abrangentes. Pode-se afirmar ainda que cada vez mais as relações são caracterizadas pela rapidez, pelo contacto breve, pela não exclusividade, pela descartabilidade e pelo não compromisso. ” Isto leva-nos a um outro factor muito presente na nossa sociedade, o desejo de liberdade, que é também responsável pelo estabelecimento de relações como os LAT e os Follamigos” desmistifica a Dra. Mafalda Galvão Teles na Revista Baton.
Tudo é uma questão de afirmação enquanto ser humano que tem livre-arbitrio, vontade própria e liberdade de escolha. Tudo é uma questão de personalidade quando aceitamos ou quando não aceitamos e todas as vontades têm de ser respeitadas. A felicidade quando aparece dispensa apresentações, então se sabemos o que é ser feliz porque não deixar outros serem felizes à maneira deles sem acusações, sem julgamentos, sem juízos de valor?
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