Ratos – Um resumo personalizado

Na Coluna semanal da Oficina da Liberdade no Observador o Carlos M. Fernandes escreve:

A sociedade viu-se privada de todos atributos que a distinguem de um formigueiro e ficou reduzida ao trabalho: as fábricas laboram, as livrarias fecham. O campo de concentração de Auschwitz tem, à entrada, um título adequado para este quadro.

Os negacionistas do processo de repressão em curso contrapõem com a diminuta dimensão de cada medida – um pequeno transtorno que salva vidas, dizem –, desprezando o volume acumulado e o efeito bola de neve. Esquecem também que, dando de barato que a suspensão da liberdade pode ser justificada pela necessidade de uma defesa do direito à saúde (seja lá o que isso for), nada justifica a censura, a intimidação e a manipulação: a liberdade de expressão não é um meio de contágio de doenças respiratórias, nem sequer no estranho mundo inventado pela “ciência” pandémica. Finalmente, o derradeiro argumento – é a lei – também não é convincente. Como nos ensinou Antígona quando, indiferente à sentença do rei Creonte, sepultou o seu irmão, a desobediência a leis injustas é um dever cívico.

 

Leia-se em o Observador 

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