Fome – será possível ultrapassar um problema que continua a existir

Posso imaginar o que seria passar fome. Posso imaginar a desolação na integridade e na saúde. A partir do momento em que tomei consciência disso, em algumas fases do meu percurso de vida na terra devido a  problemas de saúde em que por motivos psicológicos não comia quase nada, tomei consciência de que poderia imaginar o quase sentir, mas não o sentir de facto fome. Sentir de facto fome só sabe explicar quem a sente. Não há luxo maior para um pobre senão o de poder comer bem, estar bem com o estômago cheio, sentir-se feliz pela capacidade que os nutrientes, as proteínas e afins têm de nos preencher a nível emocional e fisiológico. Esse estado é um luxo para os pobres que infelizmente nem todos eles se podem gabar, digamos assim, de usufruírem do mesmo na sua plenitude estrutural. Porque é uma plenitude complexa a muitos níveis.

É triste, mas segundo as estatísticas dos censos mais recentes ( informações dadas na comunicação social) acerca da população mundial e sobretudo da África e da América do sul, Brasi,l entre outros, os números daqueles que são atingidos pela fome continuam elevados, diria que muito elevados para quem hoje em dia tem um telemóvel de 3ª ou 4ª geração. Não há praticamente quase ninguém sem um telemóvel, mas há muita gente a passar fome. Há pessoas a morrer à fome. Estamos no século XXI, isto continua a ser alarmante e preocupante. Isto não é triste é trágico, é desumano. Eu como, sinto-me satisfeita e fico feliz, não há coisa melhor e de repente apetece mais um pouco e fico feliz outra vez por mais uns instantes e depois algo que pergunta e se não tivesses? Se não tivesses comida? De repente lembrei-me daqueles que não têm comida, estão a passar fome. Fiquei paralisada a pensar. E alguns, senão muitos mesmo, são ainda crianças o que realmente melhorou o meu humor nesse preciso instante (ironia). A sensação foi a de que estou bem, estou satisfeita e feliz porque tenho comida e comi, mas falta algo, falta partilhar essa felicidade com outros, aqueles que não têm, partilhar a comida e ser mais feliz e sentir uma sensação de um dever cumprido.

Todas as pessoas têm direito a uma vida decente em um ambiente pacífico e saudável” – Apelo da União Africana na celebração do Dia Africano de Estatística.

Eu acrescento a esse apelo que, todas as pessoas têm o direito a uma alimentação equilibrada e diversificada com condições de vida aceitáveis, sem desigualdade e pobreza.

 

 

 

 

Este artigo nem sempre segue as normas do novo acordo ortográfico, porque o autor/a não está de acordo com as mesmas, pelo que se se identificarem, é devido á correcção automática do sistema.

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