Fico feliz. Ausento-me. Liberto-me. Começo e acabo. Com a razão presa por um fio a manada segue e eu limito-me a confiar em qualquer coisa de irracional. Submeto mas questiono. E se eu conseguir? A alma pode ser cega, a alma pode ser triste mas a alma sente. Porque a alma sente o frio e a alma sente o quente. A alma não mente.
Um cinzeiro, uma lâmpada e um cobertor para me afundar nas certezas. Preciso de luzes e bem acesas. Cada passo dado é a consciência a refletir a mudança e o crescimento na memória daquilo que está pra ser.
Eu ando a pé e eu corro, o caminho é estreito, às vezes vejo o fim de tão longe mas eu consigo. Mas eu consigo. E se eu conseguir?
Não sei se o limite vem do exterior ou do interior nem sequer sei se existe limites. A água é transparente os limites são densos. Uma luz ao fundo e uma cor, uma doce mágoa ao sabor. E se for amor? Amor? E se for amor? Persisto inquieta mexo nessas certezas mas deixo-me ficar. O tempo que se me apaga o vento que se me leva e eu a sorrir. Mas eu consigo. E se eu conseguir?