Atenção:
Resposta altamente fria e racional a respeito do amor. Não leia se estiver de mau humor ou desapontado agora ou nutrindo ilusões amorosas, ok? Avisei…
Se abstrairmos todo o aspecto psicológico do amor e focarmos no que acontece no sistema nervoso, então o assunto gira em torno de certos hormônios.
Um hormônio é uma substância que funciona como uma mensageiro que entrega recados de uma célula para outra. No caso do amor e da paixão, há vários hormônios em jogo. Eles aparecem em fases, que pra simplificar vamos fingir que são essas 4 bem distintas:
1 – TESÃO INICIAL – Seu corpo está dizendo “SIM! SIM! Agarra! Beija!” para aquele homem ou mulher fascinante na sua frente. Os hormônios que primeiro sinalizam o amor são os sexuais: a testosterona e o estrogênio.
Esse tesão inicial pode durar minutos ou horas, em cada encontro.
2 – PAIXÃO INICIAL – Depois de encontrar algumas vezes a pessoa desejada, diante de sua presença dispara um hormônio chamado noradrenalina
que acelera o coração e ruboriza o rosto. Também dispara a dopamina

que te dá um prazer intenso, e a endorfina
que te dá uma sensação de bem-estar e paz, como se você estivesse flutuando. É quando não vê o tempo passar.
Essa fase calma e suave depois do tesão inicial acontece nas primeiras semanas. Ainda é possível esquecer relativamente fácil a paixão.
3 – PAIXÃO INTENSA
Se der match violento mesmo, seu corpo libera uma quantidade grande de outros hormônios que são quimicamente parecidos com anfetaminas (Sim, as drogas que o Walter White faz em “Breaking Bad”). Esses neurotransmissores realmente pesados e fortes são:
a) a simpatissísima serotonina, que além de te deixar feliz, também te deixa concentrado na pessoa, (pra não dizer obcecado).
b) a Fenetilamina, que essa sim pode ser um problema. Digo isso porque ela, hã… vicia… Isto é, quando você fica longe da pessoa amada sente abstinência deste hormônio, que é percebida como ansiedade, angústia.
Isso costuma começar depois de algumas semanas. É quando você começa a sentir que nasceu para estar com aquela pessoa. Quer uma relação duradoura com ela, porque sente que há algo muito especial entre vocês e não dá pra perdê-la.
Se chegou a esse ponto, a “magia da paixão” dura de 12 a 48 meses. Nesse intervalo a pessoa amada é vista como centro do sua vida e seu cérebro está inundado de felicidade (serotonina) e obsessão de amar (fenetilamina). Se nessa fase a pessoa acabar com a relação , muita, mas muita merda pode acontecer.
Só que se tudo der certo e for alguém de fato especial, e não uma ilusão, a coisa prossegue pra fase 4.
FASE 4 – AMOR DE VERDADE
Leva até 2 anos para saber se ama realmente a pessoa por quem se apaixonou. É quando se dá uma queda na produção da serotonina e da fenetilamina. Começa um teste de fogo para ver se os dois se amam a sério, porque o que sustenta a relação agora não são sentimentos arrebatados como antes, mas carinho, companheirismo e mútua admiração.
Nessa fase o corpo liberta mais oxitocina quando estamos com a pessoa amada.
Esse hormônio dá um bem-estar, mas não “vicia”, não te deixa obcecado a querer mais. E só é libertado quando você procura a pessoa amada e ela te aceita, pois está relacionado ao carinho, ao toque afetuoso e à resposta de enlevo, como abraçar, dormir juntinhos e acariciar.
Alguns casais ficarão na fase 4 para o resto de suas vidas, ou do relacionamento. Mas também é possível que mantenham o tesão (hormônios sexuais) um pelo outro, e se apaixonem novamente (fase 2 e 3).
Tudo vai depender se eles realmente se amam e querem ficar juntos.
Bibliografia e fontes:
Ocitocina: 10 efeitos interessantes do hormônio do amor – Blog Vittude
Falling in love? Here’s how long the passion will last
Quora