A esquizofrenia é uma doença única e rara mas com vários subtipos. Foi-me informado que 1 % da população Mundial sofre de um qualquer tipo ou subtipo de esquizofrenia sendo uma psicose altamente destruturante a nível físico e psicológico. Nomeadamente devido aos componentes decadentes da doença e aos efeitos colaterais, secundários e extrapiramidais dos medicamentos. É uma doença que pode ter várias causas não sendo detectadas ainda pelos médicos as causas efectivas que mais provocam a esquizofrenia e a base da sua origem. Sabe-se que pode ser provocada por vários factores externos ou internos. Pode ser por um trauma, pode ser devido a experiências de violência psicológica, do meio ambiente envolvido, pode ser hereditário tendo origem nos genes, pode ser muita coisa pois acerca disto sabe-se pouco e os estudos estão a ser feitos ainda com base nas matérias mais antigas ou com base em experiências actuais que em nada adiantam neste assunto, que tem pano para mangas na medida em que há todo um contexto extrasensorial que poderá estar envolvido nesta doença, mesmo que os médicos da medicina convencional não o queiram admitir. O meu motor de pesquisa foi a internet, ainda. O que eu vou abordar aqui não é o que já se sabe em pesquisas na internet sobre esquizofrenia, nomeadamente que tipos de esquizofrenia existem, os tratamentos, como lidar com alguém que tem esquizofrenia, etc… O que eu vou abordar é o caso da Mariana, em particular. Pois vários estudos já estão a comprovar que cada ser humano reage de forma muito característica e que o todo não consegue fazer uma única evidência. Existem muitos transtornos mentais com causas muito semelhantes, e a esquizofrenia é uma psicose como muitas outras psicoses com características muito identicas pelo que é difícil detectar ou diagnosticar, apesar de existirem exames que ajudam no despiste de outras doenças com características idênticas. É uma doença que não tem cura- diz-se. Mas que no entanto com tratamento adequado pode se controlar e minimizar os seus efeitos ou danos no paciente. Eu vou falar no caso da Mariana em específico. Para contribuir para algum estudo. Sabe-se que existem pessoas com mediunidade; capacidade extrasensorial de sentir presenças ou ouvir vozes dessas presenças sem que esteja alguém na nossa presença.Isto não quer dizer que todas as pessoas que ouvem vozes têm mediunidade. O que está comprovado é que a esquizofrenia é uma doença e a mediunidade é uma capacidade extrasensorial. No entanto são casos que podem ser confundidos uns com os outros, há que diferenciar. Posso referir que no caso da Mariana ela ouve vozes dentro da cabeça e fora da cabeça- segundo afirma – e que muitas vezes o que ouve são conselhos práticos do que deve fazer ou uma confirmaçao de que o que está a fazer está certo ou errado. Há alturas em que a Mariana ouve insultos, outras ouve elogios. A Mariana tem uma certeza; não é tudo da cabeça dela. O que podemos afirmar neste caso? Sente o que consegue criar na sua cabeça e o que vem do exterior, no entanto, por outro lado, acredita que o que vem do exterior não corresponde necessáriamente à realidade. A Mariana já me confundiu. Em determinados momentos tem a certeza que o que comunicou com ela não foram os seus próprios pensamentos, foi de alguém existente, podem ter sido os vizinhos- acredita, ou outra coisa qualquer. A Mariana tem na maior parte das vezes pouca motivação para fazer as coisas apesar de nunca se desleixar na higiene pessoal e na aparência mas tem momentos de depressão profunda e sofrimento extremo e algumas destas evidências são sintomas de uma psicose e depressão grave. A Mariana diz que sem medicação as vozes levam-lhe à loucura porque fica aterrorizada e até se sente ameaçada algumas vezes daí o medo que sente, as vozes assustam-lhe parece que está noutra dimensão. Por outro lado as coincidências na sua existência enquanto ser humano são tais entre o que está a fazer em determinado momento e o que a televisão e a rádio e por vezes até a internet lhe transmite que não existe forma dela pensar sequer que está viva, são tantas coincidências e bate tudo tão certo que é impossível a Mariana afirmar que ainda está no mesmo Mundo que lhe viu nascer. Para a Mariana é outra dimensão e já está a pensar que nunca se morre de verdade. Sem medicação a Mariana não consegue dormir durante dias e dias e chega ao cansaço extremo. Segundo diz já fez yoga e meditação e pode afirmar que nesses dias mesmo sem medicação dormia que nem um anjo.
No entanto problemas afetivos e emocionais e ideias mirabolantes assim como superstições afectam-lhe o quotidiano. Porque são coisas que ela acredita que se tornam verdade. O raciocínio geralmente é lógico, não tem falta de nexo nem se trata de um raciocínio sem sentido, contudo acredita que está a ser constantemente observada e isso incomoda-lhe ao ponto de pensar que não é justo viver desta forma e sente-se revoltada porque não tem privacidade- segundo ela própria afirma. Está isolada- outro sintoma da psicose é o isolamento. Neste quadro clínico- como os médicos dizem- a minha opinião é a de que poderá tratar-se eventualmente de um pau de dois bicos, se é que se pode dizer , pois uma coisa engana a outra e coexistem ao mesmo tempo. A Mariana na minha opinião poderá ter uma psicose como a esquizofrenia, bem possível, mas essa esquizofrenia coexistir com problemas espirituais e realidades difíceis de comprovar. Grande azar. E pensar que tudo começou com uma depressão que levou a uma psicose devido a um sofrimento patológico. A ignorância ainda é grande pois no Brasil a maior parte das pessoas pensam logo que esquizofrenia é sinal de mediunidade e em Portugal esquizofrenia é apenas doença e estão ambos errados porque uma esquizofrenia pode coexistir com a mediunidade. E há casos em que não passa de esquizofrenia e outros casos em que não passa de mediunidade. Cabe aos médicos psiquiatras e gurus espirituais tentar entender do que se trata realmente um quadro de esquizofrenia em casos particulares. Porque segundo estudos ciêntificos no geral é o que é. Na minha opinião a Mariana sofre com esquizofrenia que foi provocada por factores externos e sofre com mediunidade porque ela tem a certeza de que muitas vezes o que ouve é transmitido por presenças que na realidade não existem no plano material e achei interessante e didáctico divulgar tamanho transtorno e dom coexistentes. O que na verdade não exclui a possibilidade de se tratar de um caso de bulling em muitos momentos devido ao conhecimento da doença em tal pessoa por outros.