#Poemas “A cena”
O amor pode partir, partir para um céu pródigo, profundo e inacessível deixando um inferno abrasador na tua dimensão onde podes criar a perfeição da existência ou a desilusão da permanência.
O amor pode partir, partir o coração ao meio ao mencionar, tal virtude de amar, a condição extenuante para um determinado fim.
A realidade, se for amor, é uma conquista, é uma realidade que se propõe a aparecer e a se ausentar.
Se tu fores amor os teus dias contam as verdades e as mentiras, se irradiares amor, as consequências são vitais e surrealistas na tua mente e nas redondezas da tua mente.
O amor não é parte, faz parte.
O amor não é passível, é possível.
O amor não é figura, é protagonista.
Se a verdade for amor , tu não és nem serás apenas parte da história és a própria história, canção e sentimento.
O amor é verdade seja boa ou cruel. Na tua tela, o amor é pincel.
Amo o que dizes sem saber o que pensas.
O amor parte as asas quando é extenuante e cruel.
Amo o que fazes sem saber o que queres e amo o que queres sem saber o que pretendes.
O amor amolece a tua personalidade.
O amor é cena e fingimento.
Quando a chuva te molha percebes que o amor falhou. Porque é suposto passares pelo intervalo de cada gota sem te molhares quando estás feliz.
Num inverso paralelo numa dimensão extenuante e surreal o amor é dor e contraproducente. É o que pode ser.
Sei o que amas e o que perdes quando amas. O amor é flor que desabrocha e falece.
Porque me queres? Porque me aceitas? Se as minhas falhas são tão misteriosas e reais que te alteram o ego e a tua própria perspetiva da realidade.
Será que me amas? Será que me queres? Será que me conheces a mim e às minhas falhas.
Os meus fracassos e virtudes fazem parte do teu plano moral e imoral, constante e inconstante, real e subjacente à sinuosa ambição da felicidade e da inquietante quimera da tua vida.
Sim, o amor é vida e nunca será passível de se encontrar a qualquer momento. Mas sim num momento especial. Num instante do Universo existe um plano de amor para todos num dado momento, num segundo em que os olhos trocam olhares constantes e se esgueiram da insinuosa proposta da natureza tão letal como insegura e extasiante.
Esse é o filme baseado na história mais verídica.
Amar e esperar que algum amor surja em troca. Quando se almeja amor, almeja-se felicidade e chuva invertida num céu incandescente de um arco-íris sobreposto a qualquer tempestade infernal.
Távia