És tu? Não me digas que és tu? Quem me exalta a arquitectura esconde-se nas cortinas da impertinência e entra pela porta de trás. Tu que outrora foste, queres a magia. Queres submeter uma alternativa estratégica e dançar como uma bailarina serpente. Tu não queres o convencional tu não queres a tradição à altura dos mesmos tu queres sobressair como autor dos divergentes. Entra pela porta da frente. Sim tu. Entra pela porta da frente. Não faças da porta de trás a tua entrada para depois alargares os horizontes como tema num palco subentendido e desproporcional à largura do tempo. Revê-te então neste momento. Consegues rever-te neste momento? Enquanto a espera alcança enquanto a ternura tenta e não se desalinha na construção de um epitáfio longo tão longo tão longo tão louco tão esmerado e subtil à luz de qualquer pensamento diz-me que mereço consideração a tão clara submissão e que ainda sou gente. Teima a minha realidade dizer o que quero e o que não quero reverter o conteúdo para depois o quebrar. Teima relembrar. Com intenção. Fazes penar. Tu? És tu o ladrão de tal conhecimento? Para onde vão as técnicas da minha sabedoria serão liberdade e fúria serão descontentamento contente? Entram pela porta de trás e saem pela porta da frente? Ladrão. Ladrão perspicaz. Ladrão de verdade deixem-me que vos diga mas que tempo cinzento. Queria fugir queria realizar o meu acontecimento noutra cena vigente tu roubas tu tiras tu aprendes tu queres mais tu queres a magia da minha produção da minha realidade e do meu sofrimento. Ladrão de momentos. Eu cheguei. Eu fui. Mas eu volto. Eu retorno à liberdade das sensações desprendidas das minhas certezas e incertezas eu consigo ser. Tu consegues tirar. Tu só consegues tirar. Tiras proveito da minha relação com o externo e com o vazio que tanto trabalho me dá a expressar por palavras pouco contidas. Sou eu que digo. Sou que faço és tu que mentes.