Essa cidade desconhecida

Essa luz nítida e complacente esse lugar singular de areias movediças. Queria saber melhor queria conhecer essa superioridade dessa voz tão alta e tão plena de conteúdo tradicional a tentar mexer na evolução das coisas na evolução dos corpos das vozes e dos objectos. Como saltar como coagir o infinito para que o impossível seja controlado como subjugar as certezas e inter-relacionar as invenções e as memórias como morder e beijar como sussurrar e cantar desesperadamente por um atributo do silêncio. Como morrer e viver activamente sem perder a  razão dos sentimentos e das virtudes. Como atribuir significado à falta de harmonia e equilíbrio. De que lugar falo? Como saber de que lugar falo? Uma ideologia de convenções e mistérios. Hoje estou aqui neste  cenário construtivo do absurdo e do analítico onde as sensações prometem reaver todas as realidades e todas as utopias.

Como coagir a liberdade e a ordem constituindo paradoxo e parábola do efeito externo de todas as coisas que começam ao amanhecer e se instruem de madrugada?

No abstrato posso converter tudo em barulho e significado. Posso mexer nas palavras e dar-lhes um sentido volátil e mais vertical ou simplesmente arquitectónico. Faz tudo sentido e o abstrato é mesmo assim conciso e persistente.

        Existem tantas formas de captar a atenção e de fomentar conexões porquê que eu ainda estou presa neste sítio? Tão plano, tão sem gente. Tão amargamente polido. Entre uma razão e outra estou inquestionavelmente com alguma razão presa sem obter a atenção exigida por qualquer ser humano que se queira sentir bem.  A minha consciência fica firme na certeza de que o que quero é sempre possível mas a beleza de uma flôr não é a mesma coisa quando murcha.  A liberdade de uma flor é desprendida de certezas a chuva pode magoar o sol pode queimar o insecto pode morder mas de uma coisa sabe, tem um fim para começar outro início.

O ser humano pode desprender-se de certezas ser polido de virtude ou de defeitos mas ser sempre como um peixe no mar e a beleza do oceano ser o seu palco predilecto.

Sou como o vento sou uma cutícula de ar deprendida de certezas mas tudo o que é natural, humano ou animal é palco da natureza.

   Hoje estou aqui neste  cenário construtivo do absurdo e do analítico mas tão volátil e natural. Como alcançar diariamente todo este significado ?

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