Ser feliz sem sexo

Ser assexual é um conceito relativamente recente, no entanto desde sempre existiram pessoas sem desejo sexual e isso pode ainda ser considerado estranho.Contudo, existe um vário leque de condições psicológicas, sociais e fisiológicas entre outras coisas que podem condicionar o desejo sexual pelo parceiro/a e que pode justificar tal disfuncionalidade.E isto pode durar uma vida inteira. Na verdade para os assexuais não lhes parece estranho e querem catalogar o conceito como se não fosse nada disso mas sim uma opção ou uma orientação social como a orientação sexual dos homens que gostam de homens e das mulheres que preferem mulheres. Aqui os assexuais são pessoas que não gostam nem querem ter sexo e vivem bem assim,simplesmente, não lhes faz falta. E querem catalogar o comportamento fora da caixa. São casos excepcionais e são uma minoria. Estima-se que 1 % da população Mundial seja assexual o que pelos vistos não é de grande preocupação para os dados da natalidade. Faz parte da vida ter relações e faz parte da vida nos reproduzirmos, mas não nos podemos esquecer que faz parte da vida as pessoas terem a opção de escolha, a vida de cada um é feita de escolhas pessoais e que merecem ser respeitadas, caso não seja um problema hormonal no que diz respeito a este tema. Os assexuais não sentem desejo sexual ou só o sentem em casos específicos e são felizes assim. No que diz respeito à falta de atracção sexual, o conceito está ainda em construção e não é fácil de assimilar. Há várias camadas, várias experiências e várias identidades dentro do expectro da assexualidade. Há quem tenha desejo sexual só quando se envolve emocionalmente,há quem tenha esporadicamente e quem nunca se tenha sentido atraído por alguém e quem não queira sequer ouvir sobre o assunto. Assumir isso com naturalidade e tendo assente a honestidade para com a parceira/o é o princípio básico e que pode evitar muitas decepções entre um casal. Pra além de um assumir, o outro tem de aceitar. Há vários conceitos inseridos no conceito da assexualidade são ramificações da assexualidade, nomeadamente a grayssexualidade e a demissexualidade. O primeiro é definido pela característica da pessoa só ter desejo sexual em circunstâncias específicas ou emocionais e só de vez em quando, podem passar meses e anos sem ter relações sexuais e o segundo é caracterizado pela pessoa só sentir desejo sexual quando sente um vínculo emocional pelo parceiro/a. Há uma frase que eu gostei muito na revista Woman que diz: « Há todo um espectro pelo meio, mas as pessoas ainda têm dificuldade em reajustar o paradigma que têm daquilo que é ser uma pessoa». Na revista woman a sexóloga Vânia Beliz diz ser contra esta excessiva compartimentação da assexualidade. « O problema é que há tantos termos dentro da assexualidade que é uma confusão(…)estamos a cair num exagero de rotulação de comportamentos que não sei se traz benefícios para as próprias pessoas. Entre clínicos, isto também não é um assunto muito pacífico e consensual. Acho que, em vez das pessoas estarem à procura de rótulos, têm de assumir o que sentem. Não sei até que ponto é que uma pessoa consegue viver uma vida inteira considerando-se assexuada» questiona. Depois de muitos anos a ser encarada pela comunidade médica como um transtorno, a assexualidade conquistou uma grande vitória com a publicação do ” DSM 5″, manual de referência para diagnóstico de doenças psicológicas e mentais. Na última edição do livro, reconhece-se que se a falta de desejo sexual for autoidentificada , a assexualidade, não pode ser diagnosticada como um transtorno sexual. No seio da comunidade assexual há já quem peça a ascensão à categoria de orientação sexual, mas Vânia Beliz não concorda. « Não considero que seja uma orientação sexual, mas é a minha opinião. No entanto , há alguns anos, quando se começou a falar de bissexualidade, os homossexuais diziam que a bissexualidade não existia e que era apenas uma forma de as pessoas não quererem aceitar que eram gays ou lésbicas. Efectivamente, hoje já sabemos que existe a bissexualidade da mesma forma que sabemos que existem pessoas que não são monogâmicas e que gostam de várias pessoas ao mesmo tempo. Por isso, acredito que, se calhar , daqui a algum tempo , se venha a mostrar que a assexualidade possa ser uma orientação sexual.Mas é um campo muito arriscado, porque estão muitas coisas envolvidas e será preciso um diagnóstico muito específico para enquadrar isso.» Afirma. Basicamente, no meio científico e da saúde uma das coisas que serão feitas são análises hormonais porque se houver uma alteração hormonal fisiológica que faça com que a pessoa não tenha desejo sexual é claro que é um transtorno fisiológico e não uma opção de vida. Vânia Beliz diz: o comportamento sexual está em constante investigação. Assexuais em Portugal www.facebook.com/assexuaisemportugal Fonte: Lux Woman Gostou deste artigo? leia as outras categorias

 

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