Algarve

É engraçado e faz-me feliz aperceber-me como tudo ou quase tudo na minha terra condiz comigo. Olho para as flores das amendoeiras e até para as próprias amendoeiras e identifico-me com elas. Olho para o espelho e vejo as amendoeiras em flôr, vejo águas de cor transparente do mar, praias parecidas comigo. Tudo no Algarve me diz que eu sou algarve e não poderia ser outra coisa. O algarve tem atitude, é extremamente feliz no verão e no inverno guarda reservas de felicidade , embora a tristeza não se estabeleça nunca em qualquer estação. O inverno pode ser saudosista mas nunca é infeliz porque existe a ansiedade pela primavera colorida e pelo verão apaixonante e vibrante. Quando surgem pessoas de muitos lugares do país e do mundo e tudo é mágico e motivador. Quase que deixa de ser uma terra só nossa , é do Mundo, é da humanidade. O sol para além de quente é confortável. A lua para além de bela é misteriosa e aqui assume outra cor e outro sentido. O algarve é feliz e dá-nos a sensação de extrema vitalidade e energia. O nome é cítrico como as laranjas e o sabor é doce. Eu não quereria ir para outro lugar. Só aqui as coisas fazem sentido, seja ou não um amor correspondido.  É é essa voz do mar, do silêncio e do campo que me conforta. É conhecer a sua luz o seu efeito a sua imortalidade. Num espaço de sentido único mas multi cultural numa realidade solarenga majestosa quente e primaveril onde o cântico dos pássaros se misturam com o barulho das ondas e toda a sensação é espontânea. Sempre de luz acesa o Algarve invoca o azul o rosa o amarelo o vermelho e o verde num esplendoroso renascer de identidade marcada pela simplicidade e pelos amores de outros tempos e de outros espaços longínquos.

 

 

 

 

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